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01
Jan16

158.

Naquelas palavras li-te e deixei-me ficar a ler-te naquele pequeno banco de jardim. Deixei que as tuas palavras me levassem para lugares longínquos e novos dos quais preenchi com a minha imaginação. E deixei-me vaguear e que tu me levasses pela mão e me mostrasses tudo. Mas, em algum momento, a tua mão deixou de estar na minha - não sei se me soltasses ou se me desprendi de ti, e vagueei sozinha. E sozinha me encontrei, ou me perdi. E aprendi que não posso depender daquele que me segure a mão, apenas a posso oferecer para que esta minha jornada se torne nossa e, quando custar demasiado, que me ajude a levantar e continuar a seguir viagem. Até lá, sigo sozinha. Aprendi a caminhar sozinha.

(Feliz ano novo!) 

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