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03
Jan18

252.

Foi num sopro de voz rouca e melodiosa que ouvi o teu pedido. Num sussurro, como se não quisesses dar forma aos pensamentos mais próximos do coração. E, por isso, fiquei. Talvez me tenha apercebido da dor patente no teu timbre ou porque me tenha apercebido da dor no teu coração. 

Ouvi-te. Ouviste-me. Porque ser humano é ter dores no coração quando a melancolia bate à porta. E, naquele momento, deixamo-nos envolver por ela, deixando notar e expor as cicatrizes que existem no coração. Naquele momento, fomos fragilidade e carência - e amor. Fomos amor e solidão. E expiramos a dor em sopros longos e o amor escorreu-nos pelos poros. Contamos as estrelas e marcamos o amor em estrofes de um poema de amor inacabado. 

Porque apenas precisava de uma boa razão para ficar - o amor. 

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