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31
Mai19

2 am

E, às duas da manhã, a tristeza entra enquanto a música com o violino toca, e toca, tocando nos acordes do meu coração, acordando-os para a tristeza e melancolia. Deixo-me levar pela letra, o meu corpo embarga-se na música, e deixo-a tocar até à exaustão. Talvez caia uma lágrima de tristeza, talvez deixe que sinta simplesmente sem demonstrar a dor. E no acorde que toca, escrevo, embalada pelas notas musicais. E o silêncio propaga-se, e prolonga-se nas minhas palavras escritas...

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Escrever-te amor, como o que te conto o que sinto no peito.

Escrever-te amor, é ser feliz a teu lado, apenas com a tua presença.

Escrever-te amor, quando tantas palavras te digo, das vezes em que te digo que te amo muito.

Escrever-te amor, quando em todas as vezes o sentimento transborda-me pelo peito. 

Escrever-te amor, e sempre desejar-te perto de mim, onde não se sabe onde termina um e acaba o outro.

Escrever-te amor, quando me basta apenas o calor do teu corpo para me manter quente. 

Escrever-te amor, quando tu és a pessoa que me dá paz e felicidade. 

Escrever-te amor, e amar-te sempre mais.

Escrever-te, meu amor, é o constante amor dentro de mim. 

Meu amor, escrever-te é tudo o que consigo fazer.

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Sim. Tinha defeitos, mas que importará isso para o coração? Amamos o que amamos. A razão não se intromete. De muitas formas, o amor menos sensato será o mais verdadeiro. Qualquer um conseguirá amar uma coisa "porque". É tão fácil como guardar um tostão no bolso. Mas amar alguma coisa "apesar de", conhecer os defeitos e amá-los também, é algo raro e perfeito.

in O Medo do Homem Sábio parte 1, por Patrick Rothfuss

 

Dizer-te que te amo assim, usando palavras de outros.

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E o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem. E numa resposta, o vento correu frio, gelado, dando arrepios à sua passagem. Porque o calor corporal próprio não chegou para manter o calor e não sentir o frio. E no frio que se acumula, apenas faltas-me tu para me manteres quente, e o frio torna-se mais do que secundário, é praticamente inexistente. E num aproximar de corpos, partilha-se o calor corporal e a nossa ligação fortalece, e não consigo parar de te tocar, querendo sempre mais. E quando o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem, eu digo que queria parar o tempo quando estou contigo, porque o tempo não dá espaço ao tempo para parar quando estamos juntos. E no tempo que passa rápido, quero que não passe; e no tempo em que não te tenho, peço ao tempo que volte para o tempo em que te tenho para me aquecer do frio.

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O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. E num momento, o tempo parou ali naquele momento. Num sussurro, num novo suspiro, aquele suspense e suspensão de fôlego dentro dos pulmões, o mundo parou à espera da resposta - que, segundo me contou o tempo, não chegou a ser respondida, e o silêncio foi tudo o que permaneceu depois daquela respiração suspensa. O fôlego saiu, o tempo voltou a deixar a pergunta suspensa, o mundo voltou a respirar. Naquele momento de interrogação, o meu coração continuou a bater - por ti, acredito que apenas por ti, por mim e por nós. Porque mesmo quando o tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem, o meu tempo quero passá-lo contigo.

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