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14
Fev19

meu amor, (9)

Num beijo trago esse teu sabor demarcado em teus lábios. Lábios que anseio beijar assim que te vejo. E quando as palavras me faltam, abraço-te e aproximo-me ainda mais de ti - e tudo o que penso és tu. E por mais palavras que te dedique, nenhuma se aproxima do amor que sinto por ti.

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19
Jan19

290.

É quando a palavra escrita não me sai, que me afogo em palavras e sentimentos dentro do meu peito, e ele de tão cheio, sente-se vazio e quebrado, num paradoxo de tal forma elaborado que, por mais que queira deitar as palavras numa folha de papel e descansar, não consigo. Porque as palavras não me saem. Mas como irão elas sair se nem eu sei que palavras escrever? 

Releio palavras já escritas na tentava de perceber quais as palavras estão escondidas por detrás de tantos sentimentos, mas nenhuma me parece acertada, e nenhuma transpõe a barreira da dor.

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Não sei se me deixaram a mim, ou se - a pouco e pouco - a vida foi mudando e, no seu curso habitual, a distância foi-se alastrando aos poucos. Acredito mais na segunda hipótese. E eu aqui continuei, a escrever, e a escrever, sem qualquer notícia de alguém - como um pequeno grito que se dá, mas que ninguém ouve. Talvez a emissão esteja a ocorrer numa frequência diferente. E fui escrevendo, sem nada vosso para ler - apenas dedicar-me à leitura das minhas palavras que sei de cor. 

Não sei o que é feito de vós, eu cá continuo, a custo. Todavia, dos textos escritos passei para as cartas de amor. E se antes tinha muito que escrever, hoje as palavras saem a custo. Quando disse que houveram tempos onde este espaço meramente sobrevivia, este está a ser um novo início de sobrevivência. Queria escrever uma carta de despedida com um toque de até já, mas nunca fui boa com despedidas nem as palavras me saem como antes.

Talvez por aqui me vejam, a dedicar-vos umas palavras. Talvez apareça aqui um novo texto, num mero jeito de sobrevivência. Se me virem por aqui, não se assustem; se não me virem, não se assustem também.

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03
Dez18

A mulher [7]

Aproxima-a do teu abraço e envolvê-a; ela apenas quer um abraço - o teu. Ela quer apenas ser amada e desejada, sempre foi esse o seu grande desejo, sempre foi o que ela precisou. Só precisas de coragem para te aproximares dela. Acredita, ela não se importa que te aproximes, podes e deves fazê-lo. Mas não te aproveites da sua inocência. Ela te fará feliz, se o permitires. 

Mas ela foi apenas mais uma das tua lista de conquistas, porque sempre soubeste como conquistar. E foste matando-a aos poucos, deixando-a cada vez mais ferida por dentro, a enterrar a faca nas costas um pouco mais de cada vez. Apenas lhe disseste adeus por palavras, nunca com o teu coração e com o teu corpo. Ela foi-se, foi morrendo, num constante luto pelo seu próprio coração.

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27
Nov18

287.

Num momento, o desejo de escrever surge-me, mas as palavras fogem-me. No meio de tantas histórias e palavras escritas, surge a noite que cai e me tira todas as palavras e só me deixa com as estrelas para observar a céu aberto. 

Dos sonhos vivos, de homens gigantes, de monstros gigantes que atacam desde o subterrâneo, em nenhum deles me lembro nem me vem à memória das estrelas brilhantes do céu, ou até da estrela cadente que vi mais do que uma vez. As coisas brilhantes não são as estrelas, são algo vivo e demasiado grande para o tamanho humano. Na memória tão viva, pergunto-me o que observei para ver algo que provocasse tanto receio. Mas são só sonhos (ou pesadelos?), onde acordo para um novo dia e lhes vou perdendo o enredo à medida que as horas passam. Porque há algo que brilha sempre mais e que se pode ver o brilho: o sol.

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