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Acenas-me como um adeus neste gesto tão antigo quanto o mundo que o reconhece. Acenas-me e vais afastando-te, e a cada passo que dás, conto-lhe um compasso de coração, uma batida sentida desse órgão tão representativo. Já afastado, acenas-me novamente e observo-te já longe no horizonte e, nesse aceno, vejo-te em palavras de despedida que não foram ditas - ficaram por dizer. São palavras transcritas nesse gesto tão velho quanto o mundo. E, quando te perco no horizonte, já não vejo o teu aceno de despedida nem pressinto as tuas palavras não ditas. Sinto-te naquele gesto de demos; e já não te volto a sentir. Adeus.

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