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Numa eterna e contínua jornada pelas letras (e pela escrita), tenho vivido em sentimentos contraditórios com o contínuo amor à escrita, uma leal dedicação de como quem entrega o coração e não o espera de volta - porque se apaixonou perdidamente e o amor nunca a largou, morando-lhe no peito como uma casa fixa que sobrevive a todos os tremores de amor, palpitações fortes e sentimentos de solidão. Em momentos como este, onde me dedico à escrita, as janelas e portas de casa estão abertas, o sol brilha lá fora e a brisa entra e refresca todos os cantos à casa. Nos momentos de solidão - e abandono, existem algumas nuvens a obstruir o sol, impedindo que se abra as janelas e as portas porque, a qualquer momento, a chuva irá cair e poderia molhar tudo o que já foi escrito tornando-o ilegível. E, por mais que ame o sol, sei que não espreita sempre; e aprendi a amar os tempos em que ele não está - aprendi a dançar na chuva e, por vezes, é tudo o que faço. 

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