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Não sei se me deixaram a mim, ou se - a pouco e pouco - a vida foi mudando e, no seu curso habitual, a distância foi-se alastrando aos poucos. Acredito mais na segunda hipótese. E eu aqui continuei, a escrever, e a escrever, sem qualquer notícia de alguém - como um pequeno grito que se dá, mas que ninguém ouve. Talvez a emissão esteja a ocorrer numa frequência diferente. E fui escrevendo, sem nada vosso para ler - apenas dedicar-me à leitura das minhas palavras que sei de cor. 

Não sei o que é feito de vós, eu cá continuo, a custo. Todavia, dos textos escritos passei para as cartas de amor. E se antes tinha muito que escrever, hoje as palavras saem a custo. Quando disse que houveram tempos onde este espaço meramente sobrevivia, este está a ser um novo início de sobrevivência. Queria escrever uma carta de despedida com um toque de até já, mas nunca fui boa com despedidas nem as palavras me saem como antes.

Talvez por aqui me vejam, a dedicar-vos umas palavras. Talvez apareça aqui um novo texto, num mero jeito de sobrevivência. Se me virem por aqui, não se assustem; se não me virem, não se assustem também.

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