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14
Dez17

Faz de conta

Faz de conta que ainda me amas e que me queres. Faz de conta, e diz-me palavras doces ao ouvido. Mente-me e não me mintas. Querer-me como quem deseja o calor de um corpo de uma mulher para lhe aquecer nas noites frias. Querer-me, vai falando comigo e depois deixa que o silêncio se infiltre novamente entre nós, afundando o abismo existente. Faz de mim a tua criança onde lhe dás um doce e ela torna-se recetiva a ti novamente, como se os anos que se passaram não significassem nada, e tudo tenha acontecido apenas ontem. Faz de conta que me queres; faz de conta que nunca me esqueceste e não me queres deixar novamente. Faz de conta que sempre habitei no teu coração e que te dói não me teres vinculada a ti. Faz de conta que me queres, faz-me acreditar que o futuro pode existir entre nós novamente. Faz-me acreditar nas possibilidades que teremos. 

Faz-me acreditar em ti novamente. Faz-me apaixonar-me por ti novamente; e quebra-me novamente. Já lhe perdi a conta de quantas vezes me partiste o coração. Porque o teu cheiro ainda me intoxica, ainda me sufoca e tolda a mente. Olha dentro dos meus olhos e mostra o teu desejo ao olhar para os meus lábios. Faz de conta que ainda me queres beijar. Faz de conta, vou acreditar em ti como o desejo do meu coração. Faz de conta que me amas, e eu vou amar-te por ti e por mim.

Faz de conta é um conto imaginário - não o tornes real, por favor. 

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