Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



O teu coração quebrou. O romance acabou. A dor começou - aquela que dilacera o peito e dói, dói, e corrói como sal recém colocado na ferida. E, de repente, és assombrado pelas memórias de um amor vivido, onde o corações foram entregues e esperanças foram depositadas numa história que se julgava infinita. 

 

Confiei-te o meu coração e entreguei-te o meu amor.

Quebraste-o. Quebraste-me como consequência - o coração deixa de ser um mero órgão de função fisiológica e passa a um ser, um mero objeto de porcelana que se quebrou em mil pedaços. Quebraste-me, magoaste-me. Confiei-te o coração para mo devolveres em pedaços. E, agora, nada mais sinto do que a dor e a felicidade parece uma recordação distante, longínqua - quer do passado, quer do futuro. E, por mais que doa, tenho de te deixar ir e desprender o meu coração, agora quebrado, de ti, da sensação de te amar. Tenho de te deixar ir; se necessário, chorarei de dor, mas essas lágrimas não irás ver.

Deixei-te de querer; deixaste-me de querer, Não sou mais teu, e tu não és mais minha. Agora somos história escrita e terminada. Não sou mais teu. Adeus. 

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 comentários

Imagem de perfil

De Carolina a 12.10.2016 às 21:59

Eu adoro ler os teus textos. Tal como já disse anteriormente, tu tens uma vocação para a escrita, acho que ninguém que te leia duvida disso. Mas é impressionante a forma como me identifico com o que escreves, com os sentimentos e emoções que descreves. Eu poderia muito bem ter escrito estas palavras hoje para uma pessoa muito específica. De momento é mesmo isto que eu sinto, no entanto evito escrevê-lo porque sei a capacidade que a escrita tem para exorcizar muitos pensamentos que nós tentamos empurrar para um canto da mente. Porque lidar com esses pensamentos é tão doloroso que a melhor alternativa é mesmo arrumá-los numa gaveta. "E por mais que doa tenho que te deixar ir" - tenho que começar a meter esta frase na minha cabeça. Custa mas aos poucos consegue-se :)

Em relação ao meu post, sim, concordo completamente contigo. Acho preferível sermos desta forma, pessoas sensíveis, pacientes e na mesma honestas, do que magoar os outros com o objectivo de se ser directo. Há muitas formas de ser honesto. E formas muito melhores. Eu sempre fui desta forma, uma pessoa extremamente pacífica, calma e muito neutra. Mas há pessoal que adora e vive de melodramas.
Imagem de perfil

De V. a 13.10.2016 às 21:11

Oh, sinto-me lisonjeada. Fico sempre feliz em saber que existem pessoas como tu que me lêem e gostam. Muito obrigada! :)
E sim, concordo contigo quando dizes que há pensamentos que o melhor a fazer é arruma-los numa gaveta e forçar o seu esquecimento. E, de alguma forma, também temos de fazer isso aos sentimentos, por vezes. Porque por mais que queiramos recordar a sensação do amor - porque é principalmente nas alturas em que estamos de coração partido que as boas memórias começam a assombrar-nos - temos de nos forçar a esquecer porque senão será pior para nós. E, tal como disseste, "custa maos aos poucos consegue-se." ;)

E, normalmente, as pessoas que fazem melodramas, pela minha perspetiva, parecem que querem que a pessoa esteja pior. Claro que por vezes nos falta a paciência para ouvir, mas saber que a pessoa não consiga ouvir agora, pode ouvir depois. E sobre a honestidade, podemos ser, mas temos de usar com uma palavra que ouvi recentemente: polidez. Que, é na mesma sermos honestos e sinceros, mas fazê-lo de forma simpática.

Comentar post