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São tantas as histórias que se cruzam connosco num mar de gente. Sorrisos, caras tristes, semblantes carregados de preocupação, ou simplesmente embrenhados nos seus pensamentos. Se aquela pessoa sorri, pode estar a sentir a necessidade de um abraço caloroso. Se aquela outra pessoa chora, precisa de que a ouçam. E nós, lamentáveis humanos, seguimos com a maré de gente embrenhados em nós próprios, de cara fechada e chegando a avenidas de caras rudes e alegres. Lamentável que olhemos nossos sapatos enquanto pisamos a calçada e nos esquecemos de a levantar e observar a realidade que nos rodeia. É o medo, diria, de que a realidade seja demasiado dura e nos atinja como uma bofetada na cara. Seria bem-vinda em alguns momentos. E baixamos novamente a cabeça, porque a nossa casa é confortável.

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