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Obriguei-me a escrever. Obriguei-me a expor os meus sentimentos e os meus pensamentos uma vez mais naquela página vazia à espera de se tornar cheia. Ela, que era leve e facilmente voava com o vento pela sua leveza, após a minha escrita se tornou pesada, nada flui; nem o vento a consegue levantar e levá-la no curso da vida. Nada a segura, exceto os meus sentimentos e pensamentos, e mesmo assim mantém-se no mesmo lugar.

E eu apenas esperei que aquela leveza viesse depois de desabafar naquela página. Não totalmente, mas apareceu alguma. Preciso de muitas mais páginas para ter novamente toda a leveza das páginas e que já foi intrínseca a mim. Perdoem-me, queridas páginas, mas vou precisas de muitas mais. Perdoem-me por vos impedir de voar. Espero (prometo) que, um dia, voltaremos a voar todas juntas.