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Deixei a mente aproximar-se das memórias, e ela aproximou as memórias (e cicatrizes) do coração. Lembrei-me de ti. Lembrei-me de ti e doeu. Senti saudades do teu beijo. Senti saudade do teu abraço. Senti saudade do teu amor. Corroeu. Corroeu-me por dentro, como se tivesse colocado sal na ferida; como se ela estivesse aberta, e eu estivesse viva. Senti-me quebrar. Virei estilhaços espalhados pelo chão. Quebrei-me em dor. E lembrei-me dos teus beijos, oh esses teus beijos que eu tanto tinha medo, medo de me apaixonar mais, medo de que o meu coração arrebentasse no peito. Mas, oh!, como sinto saudade dos teus beijos. Como sinto saudade do teu amor...

Mas tive de fechar a janela do vento das memórias. Voltei à realidade. Tornei-me cristal límpido e seguro de novo. Não te amo, mas lembrei-me de te amar (e doeu, doeu mais do que devia).

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