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Não sei se me deixaram a mim, ou se - a pouco e pouco - a vida foi mudando e, no seu curso habitual, a distância foi-se alastrando aos poucos. Acredito mais na segunda hipótese. E eu aqui continuei, a escrever, e a escrever, sem qualquer notícia de alguém - como um pequeno grito que se dá, mas que ninguém ouve. Talvez a emissão esteja a ocorrer numa frequência diferente. E fui escrevendo, sem nada vosso para ler - apenas dedicar-me à leitura das minhas palavras que sei de cor. 

Não sei o que é feito de vós, eu cá continuo, a custo. Todavia, dos textos escritos passei para as cartas de amor. E se antes tinha muito que escrever, hoje as palavras saem a custo. Quando disse que houveram tempos onde este espaço meramente sobrevivia, este está a ser um novo início de sobrevivência. Queria escrever uma carta de despedida com um toque de até já, mas nunca fui boa com despedidas nem as palavras me saem como antes.

Talvez por aqui me vejam, a dedicar-vos umas palavras. Talvez apareça aqui um novo texto, num mero jeito de sobrevivência. Se me virem por aqui, não se assustem; se não me virem, não se assustem também.

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Fazes-me ser uma escritora feliz quando eu sempre gostei de poemas tristes.

Maria Cunha e Silva

 

É com esta frase que inicio este post onde me dirigo diretamente a quem por aqui passa. Passaram-se 6 anos deste que aqui criei a minha casa permanente da escrita. Já são 6 anos de escrita que, pode até não parecer, houveram mudanças, algumas mais notáveis do que outras. A pessoa que vos escreve não é a mesma que era quando se iniciou nesta jornada de letras, e ainda bem que não o é. Nem sou a mesma pessoa de há um ano atrás. O que seria de nós próprios sem mudança? A vida continua, novos desafios nos esperam, e eu sempre soube que, mesmo que nem sempre presente, a escrita iria estar em cada canto de mim, mesmo quando não lhe desse forma. 

Sempre senti que escrevia mais para corações partidos ou com dor, mas não sabia o que seria o desafio de escrever com a felicidade em cada canto do coração. Porque, acreditem, tem sido muito - as palavras falham tanto com tanto sentimento no peito. O que ainda vêem escrito já tem um ano (ou mais, às vezes). Porque já escrevi muito, mas também nem escrevi de todo. Quero, e espero, continuar a escrever, porque muito mais existe por escrever, mas nem sempre o conseguirei. Este espaço irá continuar aqui a viver, por vezes será apenas sobreviver; mas se os posts escassearem, não se assustem, é apenas a vida a exigir de mim, ou eu a aproveitar todos os momentos que tenho de viver. Porque já não sou a adolescente que escrevia para expiar o que sentia. Mas estarei sempre deste lado da janela, pronta a vos receber. 

 

V. 

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Faz hoje 5 anos desde o primeiro post deste pequeno cantinho. Como está crescido! Nunca pensei que fosse durar tanto, ou que eu própria fosse escrever continuamente nestes 5 anos. Hoje a escrita faz parte de mim e cada texto faz parte do meu coração, tem alguma vivência minha, é de algo que escrevi do que vi ou é um simples inventário da minha imaginação. É certo que houveram momentos onde escrevi muito, outros em que pouco ou nada escrevi e outros ainda em que escrevi mas que nunca publiquei e que se deixaram ficar pelos rascunhos; no entanto, lutei para impedir a perda e a acumulação de pó neste local que comigo já seguiu muitos momentos.

Há coisas que não quero esquecer e, por isso, demarco-as neste local, há outras que quero esquecer e não deixo que aqui permaneçam e há aquelas que escrevo pelo simples ato de escrever. Por isso, hoje, em aniversário de 5 anos do la tua cantante, deixo votos para continuar a escrever e para que quem me lê, leia nas entrelinhas ou simplesmente saboreie um texto, que continue desse lado porque eu, com toda a certeza, vou lutar para continuar deste e escrever, escrever sem qualquer desgaste de palavras e rezar para que elas jorram como uma fonte viva, mantendo este espaço vivo e respirável. 

Do fundo do meu coração, obrigada!

 

diretamente da pena,

V.

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02
Jul16

Livros

Na prateleira habitavam vários livros, todos eles lidos e todos com histórias diferentes e sentimentos diferentes. Histórias atrás de histórias com as quais ela não poderia passar sem ler e que, volta e meia, em modo aleatório dedicava-se à releitura como quem sentiu falta de um velho amigo e precisava de revê-lo.

Mudanças acontecem todos os dias e sempre existirão novos livros prontos para serem comprados e lidos, mas sempre recordará cada um dos que lhe passou pelas mãos e cujas histórias onde se perdeu, porque a vida também é feita de memórias. 

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2 anos. 2 anos de escrita, 2 anos de emoções. 2 anos é o tempo de existência do la tua cantante.

Nunca imaginei que crescesse até esta tenra idade - aliás, nunca imaginei que fosse continuar este tempo todo. Houve alturas, admito, que pensei em reiniciar o blog e começar tudo de novo, mas não quis apagar o que escrevi, uma vez que não se pode apagar o passado.

Agradeço a quem me acompanha aqui neste cantinho porque não seria nada sem vocês. Obrigada!

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