Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


17
Set19

scream

Se te marquei naquela data, o desejo subconsciente prevalece naquele momento em que te escrevi - ou se tu me escreveste a mim pelas minhas palavras. De comparações feitas, e metáforas subentendidas, o coração bombeia novo sangue que se espalha pelo corpo. Um suspiro que se ouve no silêncio da sala apenas para quebrar a tensão poderá ser entendido como um grito numa sala cheia de gente - um grito e uma frase: estou viva.

Autoria e outros dados (tags, etc)

10
Jul19

\

Embebedo-me de palavras escritas e histórias de fantasia na ânsia de me tirar deste lugar e teletransportar-me para outro local. E nas palavras que leio, desejo escrever as minhas num novo momento de inspiração e descarregar os sentimentos que trago no peito. Mas o silêncio é tudo o que me resta, e fico sem palavras. Volto-me uma vez mais para a palavra já escrita - não são as minhas, mas um dia escreverei-as novamente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

31
Mai19

2 am

E, às duas da manhã, a tristeza entra enquanto a música com o violino toca, e toca, tocando nos acordes do meu coração, acordando-os para a tristeza e melancolia. Deixo-me levar pela letra, o meu corpo embarga-se na música, e deixo-a tocar até à exaustão. Talvez caia uma lágrima de tristeza, talvez deixe que sinta simplesmente sem demonstrar a dor. E no acorde que toca, escrevo, embalada pelas notas musicais. E o silêncio propaga-se, e prolonga-se nas minhas palavras escritas...

Autoria e outros dados (tags, etc)

23
Fev19

da escrita, (2)

E num novo suspiro, perco-te entre os dedos que seguram esta caneta. Luto para tentar escrever algo novamente, mas da minha mente tudo se afasta - até as mais belas palavras de amor que poderiam servir para escrever uma nova carta de amor.

Quero-te agarrar novamente com força e ser inundada de palavras que escrevo como o sangue que jorra nas minhas veias. Talvez fosse possível que se torna-se em palavras que, através do meu coração, jorrariam em belos textos que tocassem o coração de quem lê. Mas acabo por ver-me novamente numa batalha de falta de palavras e numa saudade e solidão de ti para me ajudar, para me iluminar novamente. Já travamos esta luta antes, muitas vezes antes, onde eu, de todas as vezes, lutei para que ficasses e me deixasses escrever como sempre.

Eu preciso de ti, mas tu não precisas de mim; sou um mero objeto que, quando decides aparecer, usas-me, mas quando não me queres, deixas-me esgotada de todas as palavras. E quando elas voltam a deixar-me, eu volto a escrever-te odes, como chamamentos no vazio para ninguém ouvir e com apenas um recetor - tu! - com o pedido para que voltes e não me deixes. Se me ouves, eu não sei; sei que já voltaste antes quando tantas vezes te pedi - de todas as vezes, atendeste ao meu pedido. Espero que o faças novamente.

E eu cá te esperarei como sempre fiz em cada uma das vezes - de braços e coração abertos para te receber. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

19
Jan19

290.

É quando a palavra escrita não me sai, que me afogo em palavras e sentimentos dentro do meu peito, e ele de tão cheio, sente-se vazio e quebrado, num paradoxo de tal forma elaborado que, por mais que queira deitar as palavras numa folha de papel e descansar, não consigo. Porque as palavras não me saem. Mas como irão elas sair se nem eu sei que palavras escrever? 

Releio palavras já escritas na tentava de perceber quais as palavras estão escondidas por detrás de tantos sentimentos, mas nenhuma me parece acertada, e nenhuma transpõe a barreira da dor.

Autoria e outros dados (tags, etc)