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23
Fev19

da escrita, (2)

E num novo suspiro, perco-te entre os dedos que seguram esta caneta. Luto para tentar escrever algo novamente, mas da minha mente tudo se afasta - até as mais belas palavras de amor que poderiam servir para escrever uma nova carta de amor.

Quero-te agarrar novamente com força e ser inundada de palavras que escrevo como o sangue que jorra nas minhas veias. Talvez fosse possível que se torna-se em palavras que, através do meu coração, jorrariam em belos textos que tocassem o coração de quem lê. Mas acabo por ver-me novamente numa batalha de falta de palavras e numa saudade e solidão de ti para me ajudar, para me iluminar novamente. Já travamos esta luta antes, muitas vezes antes, onde eu, de todas as vezes, lutei para que ficasses e me deixasses escrever como sempre.

Eu preciso de ti, mas tu não precisas de mim; sou um mero objeto que, quando decides aparecer, usas-me, mas quando não me queres, deixas-me esgotada de todas as palavras. E quando elas voltam a deixar-me, eu volto a escrever-te odes, como chamamentos no vazio para ninguém ouvir e com apenas um recetor - tu! - com o pedido para que voltes e não me deixes. Se me ouves, eu não sei; sei que já voltaste antes quando tantas vezes te pedi - de todas as vezes, atendeste ao meu pedido. Espero que o faças novamente.

E eu cá te esperarei como sempre fiz em cada uma das vezes - de braços e coração abertos para te receber. 

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19
Jan19

290.

É quando a palavra escrita não me sai, que me afogo em palavras e sentimentos dentro do meu peito, e ele de tão cheio, sente-se vazio e quebrado, num paradoxo de tal forma elaborado que, por mais que queira deitar as palavras numa folha de papel e descansar, não consigo. Porque as palavras não me saem. Mas como irão elas sair se nem eu sei que palavras escrever? 

Releio palavras já escritas na tentava de perceber quais as palavras estão escondidas por detrás de tantos sentimentos, mas nenhuma me parece acertada, e nenhuma transpõe a barreira da dor.

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04
Set18

279.

E volto a um novo ciclo, na mesma etapa de sempre; querer escrever(-te) e ficar sem palavras para dedicar. Tento escrever algo com coerência, que faça todo o sentido no coração de quem leia. Mas falham-me as palavras como tantas vezes no passado falharam. E tento, e volto a tentar. Tenho sido feita de tentativas vãs, sem palavras e versos para (te) dedicar. 

Sou uma escritora feliz, o coração apenas consegue sentir.

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10
Mai18

...

Num verso meu, escrito em prosa, deixei o meu coração naquela palavra.

Espero que a tenhas reconhecido, o meu coração voltou a estar lá. 

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Numa eterna e contínua jornada pelas letras (e pela escrita), tenho vivido em sentimentos contraditórios com o contínuo amor à escrita, uma leal dedicação de como quem entrega o coração e não o espera de volta - porque se apaixonou perdidamente e o amor nunca a largou, morando-lhe no peito como uma casa fixa que sobrevive a todos os tremores de amor, palpitações fortes e sentimentos de solidão. Em momentos como este, onde me dedico à escrita, as janelas e portas de casa estão abertas, o sol brilha lá fora e a brisa entra e refresca todos os cantos à casa. Nos momentos de solidão - e abandono, existem algumas nuvens a obstruir o sol, impedindo que se abra as janelas e as portas porque, a qualquer momento, a chuva irá cair e poderia molhar tudo o que já foi escrito tornando-o ilegível. E, por mais que ame o sol, sei que não espreita sempre; e aprendi a amar os tempos em que ele não está - aprendi a dançar na chuva e, por vezes, é tudo o que faço. 

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