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03
Fev16

(under)stand

A raiva queima, a frustração irrita, a calma adormece, o amor baralha, a cor repela, a escuridão assusta, a luz ilumina. O pecado é apontado em praça pública, mas guardei a tua inocência. Deixei os sentimentos vaguearem e ainda não retornaram a casa. Fechei a janela, mas esqueci-me de baixar os estores e agora, talvez neste preciso momento, olhos observam-me. Será que me vêem ou serei apenas um mero reflexo no vidro? Terei movimento físico ou estarei apática? A luz apaga e a escuridão toma-lhe o lugar. Trarão eles lanternas consigo ou terão visão nocturna incorporada? 

A água limpa, a terra suja, a vida vive-se. Será que eles querem que lhes diga como vivo a minha vida ou conseguirão observar na astrologia? De alguma forma, sinto-me observada por alguém ou por algo. Estarei a observar-me a mim mesma? Estarei a observar os dias e os anos a passarem pelo meu corpo sem me dar conta nem sem os puder contar?

A energia retorna; os estores estão ainda levantados. Terei de me lembrar de os fechar nos próximos momentos. 

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