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Não te apaixones por mim, avisei-te em meia voz, num sussurro. Não sou boa. Mas não me ouviste; e quiseste-me entregar o teu coração. Não devias tê-lo feito. Não podias.

A noites no bar são solitárias, e naqueles momentos onde deixo que a bebida me entorpeça os sentidos, questiono-me vezes sem conta de como pudeste entregar-me o teu coração, assim sem mais nem menos. E eu não consigo devolver-te porque tu não o queres. 

Amo-te, dizes-me com voz clara e límpida. E não aceito o coração de volta. Mas não devias entregar assim o teu coração. Não a alguém como eu. Eu não sou boa, disse-te vezes incontáveis, mas não me deste ouvidos.

Termino a bebida e afasto-me do bar. Deixo que a música se sincronize com o bater do coração, e solto o corpo na pista de dança. E esqueço-me de ti uma vez mais; permito que mãos desconhecidas percorram o meu corpo. Eu disse-te que não era boa. (I told you I was trouble. You know I'm no good.) 

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